Juiz feito de refém por Leonardo Pareja retorna ao local de rebelião como presidente do TJ-GO

Fonte: A A A

(Foto: Aline Caetano/TJ-GO)

(Foto: Aline Caetano/TJ-GO)

O desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Gilberto Marques Filho foi até o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia nesta quarta-feira (03/01). Depois da vistoria realizada pelo Judiciário de Goiás na Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia, o relatório final do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) aponta que o motivo da rebelião na última segunda-feira (01/01) foi disputa de poder entre facções rivais.

Há 22 anos durante a maior rebelião do estado, Marques, que na época era juiz, foi feito refém. Ficou seis dias em poder dos bandidos que eram liderados por Leonardo Pareja. Além dele, outras autoridades também foram feitas reféns na época, como o desembargador Homero Sabino, que na época era presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

Em 1996 Gilberto Marques Filho, era juiz no Centro Centro Penitenciário de Atividades Industriais de Goiás, o Cepaigo. Na época ele percebeu que os juízes estavam dando penas muito longas aos bandidos. Ele percebeu que mesmo ficando muito tempo na cadeia os detentos não se ressocializavam. Ele decidiu então solicitar uma visita dos juízes ao presídio para onde mandavam os condenados.

Ele afirmou que tomaria conta da segurança e formou um grande esquema de segurança. Homero Sabino, presidente do TJ-GO na época, disse que iria, e foi. Preocupado com a segurança durante a visita, Gilberto Marques falou com um coronel para que os presos considerados mais perigosos fossem vigiados durante todo o tempo da visita. O que ele não contava é que o coronel delegou a função a um subordinado, que deixou para outro e por fim ninguém ficou vigiando os presos.

Quando assumiu a presidência do TJ-GO, Gilberto contou a um repórter que percebeu durante vistoria que todos os policiais estavam acompanhando a visita perto dele, e notou que algo estava errado.

Os presos então cercaram a comitiva, armados com estiletes e pedaços de pau e ferro. A partir de então os reféns foram distribuídos e colocados em várias celas sob ameaça constante. Depois os presos começaram a destruir o prédio incendiando e derrubando muros. Até um caminhão da Saneago que fazia obras no local foi queimado.

Os cofres do local foram arrombados, onde foram achadas drogas. Em troca de acabar com a rebelião, eles exigiam oito veículos para fuga, 20 coletes a prova de bala revólveres e munição, além da garantia de que não seriam perseguidos.

A rebelião acabou quando Pareja resolveu se entregar. Os reféns foram liberados com vida e a única vítima foi Carolina Cardoso de Andrade, a jovem não tinha nada a ver com a confusão, mas foi baleada em uma troca de tiros.

Fonte: DM / Cotidiano

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Publicado em 04/01/2018 | |

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